O SENAI tem curso gratuito de automação industrial com CLP, e ele é o que mais paga entre os gratuitos. Você aprende a programar o computador que comanda a linha de produção da fábrica.
CLP quer dizer controlador lógico programável, que é o equipamento que liga e desliga motor, esteira e válvula na hora certa, sem ninguém apertar botão.
É o curso mais técnico da lista e o que abre as vagas de maior salário na indústria. Continue lendo: abaixo tem o que estudar primeiro e onde achar a turma!
O que faz um técnico de automação
É quem programa e mantém funcionando o sistema que comanda a fábrica. Ele diz para a máquina o que fazer, em que ordem e sob qual condição, e conserta quando a linha para.
Na prática, isso significa escrever a lógica que faz a esteira parar quando o sensor detecta a peça, e o braço subir só depois que a válvula fechou.
Quando a produção para, é essa pessoa que a fábrica chama primeiro. Por isso o cargo paga acima da média e tem pouca gente formada.
Quanto de base você precisa ter
Este é o curso da lista que mais pede preparo anterior. Ele trabalha com eletricidade, lógica e leitura de esquema ao mesmo tempo.
Se você já fez eletricista, mecânica de manutenção ou eletrônica, o curso encaixa direto. Se está começando do zero na indústria, vale fazer um desses antes, porque o rendimento é bem maior.
Algumas unidades pedem ensino médio para a turma de automação, diferente da maioria das qualificações. Vale conferir no portal do seu estado.
O que muda em aprender no SENAI
Você programa CLP de verdade, da mesma marca que a indústria usa, ligado a bancada com sensor, motor e válvula. O programa que você escreve move alguma coisa na sua frente.
O instrutor vem da manutenção industrial e corrige o que trava linha de produção: a lógica que funciona no simulador e falha no campo, o sensor mal posicionado, o intertravamento que ninguém pensou.
No fim você monta e programa um pequeno sistema automatizado do começo ao fim. É esse projeto que mostra ao empregador o que você sabe.
Sabendo como é a bancada, vale ver o que entra na grade.
O que você vai aprender no curso
Começa pela lógica: como o CLP lê uma entrada, decide e aciona uma saída. É a base de tudo, e sem ela a programação vira decoreba.
Depois vem a linguagem Ladder, que é a forma mais usada de programar CLP na indústria. Ela é desenhada parecendo um esquema elétrico, o que ajuda quem já vem da eletricidade.
Na prática você aprende a ligar sensor e atuador, montar o painel, programar temporizador e contador, e criar o intertravamento que impede a máquina de fazer besteira.
Também entram a leitura de esquema elétrico industrial e o diagnóstico de falha, que é o que a empresa mais cobra no dia a dia.
Onde a unidade tiver, você tem contato com IHM, que é a tela onde o operador acompanha e comanda o processo.
A carga horária costuma ficar entre 160 e 400 horas, conforme o programa e o estado.
Onde trabalha e quanto ganha?
A procura se concentra em quatro frentes.
Indústria com linha automatizada
Alimento, bebida, automotivo e químico operam com CLP em toda a produção
Manutenção industrial
Equipe que atende parada de máquina e faz melhoria de processo
Integradora de automação
Empresa que monta e programa sistema para outras indústrias
Papel, celulose e mineração
Processo contínuo de grande porte, com salário acima da média
Segundo dados de Catho e Salario.com.br com referência 2024 e 2025, a faixa vai de R$ 2.500 a R$ 3.800 para quem está começando, e de R$ 3.800 a R$ 6.500 para quem já programa sozinho. Quem trabalha em integradora ou em processo contínuo passa de R$ 8.000.
É a maior faixa entre os cursos gratuitos desta lista, e a explicação é simples: exige base técnica e tem menos gente formada.
Quem soma automação com elétrica industrial vira o profissional que a fábrica não quer perder, porque resolve o problema inteiro sozinho.
Quem pode se inscrever e como acompanhar as turmas
A escolaridade varia mais neste curso. Parte das unidades pede ensino médio em andamento ou concluído, e parte aceita o ensino fundamental completo. A idade mínima costuma ser 16 anos.
Nas vagas gratuitas, o SENAI considera a sua situação socioeconômica. O critério e a forma de comprovar mudam de estado para estado, e é o edital da sua unidade que fecha a questão. Em boa parte deles, você mesmo declara no formulário.
Separe estes documentos antes de abrir a ficha:
- RG ou CNH
- CPF
- Comprovante de escolaridade
- Comprovante de residência
A oferta se concentra nas cidades com polo industrial, e as turmas são menores porque dependem de laboratório. Ative o alerta no portal do seu estado e acompanhe a unidade mais perto.
O que o certificado do SENAI abre para você
O certificado sai junto com o curso, sem custo, e registra a carga horária e as avaliações práticas. Na automação esse padrão pesa, porque a indústria participou da montagem do currículo.
Ele vale no país inteiro e não expira. Para vaga de auxiliar e de técnico de automação de entrada, ele já resolve a triagem.
A função não exige registro em conselho de classe. O que abre as vagas maiores depois é somar certificações de fabricante, como as de marcas de CLP, que a própria empresa costuma pagar.
Guarde o projeto que você montou no curso, com a lógica e o esquema. Na entrevista, mostrar o que você programou vale mais do que dizer que fez o curso.
Perguntas frequentes
O curso de automação com CLP é gratuito mesmo?
Sim, nas vagas do programa de gratuidade. Como depende de laboratório, as turmas são menores, então vale ativar o alerta no portal do seu estado.
Preciso ter feito outro curso antes?
Ajuda muito. Quem já fez eletricista, eletrônica ou mecânica de manutenção rende bem mais. Começando do zero, vale fazer um desses primeiro.
Preciso de ensino médio?
Depende da unidade. Parte pede ensino médio em andamento ou concluído, e parte aceita o ensino fundamental completo.
Quanto tempo dura?
Entre 160 e 400 horas conforme o programa e o estado.
O que é Ladder?
É a linguagem mais usada para programar CLP na indústria. Ela é desenhada parecendo um esquema elétrico, o que facilita para quem vem da área elétrica.
Esse curso paga mais mesmo?
É a maior faixa salarial entre os cursos gratuitos desta lista, porque exige base técnica e tem menos profissionais formados.
Como começar
Você já sabe o que o técnico de automação faz, que base ajuda a ter antes, o que entra na grade e quanto a área paga.
O próximo passo é entrar no portal do SENAI do seu estado, buscar automação industrial ou CLP e ativar o alerta, porque essas turmas são pequenas.
Se quiser comparar com outras áreas antes de decidir, dá para ver a lista completa de cursos gratuitos que reunimos, com o conteúdo e a inscrição de cada um.





